Apto Copan A
 
Projeto: Balaio Arquitetura
Arquitetos responsáveis: Gabriela Russo e Gabriel Luqui
Obra Civil: Imaliza
Marcenaria: AJ Marcenaria
Marmoraria: Alphagran
Piso PU: Evanildo
Localização: República, São Paulo/SP
Área total (m2): 85m²
Ano de conclusão da obra: 2025
Fotos: Leila Viegas
“A materialidade se equilibra entre o bruto, carregando a história do edifício, e o minimalismo contemporâneo e tropical.”
Dos presentes da nossa profissão, uma reforma no Copan sempre foi um desejo do escritório (e imagino que de muitos arquitetos e arquitetas). Para além de um projeto nesse ícone da arquitetura paulista, a possibilidade de se pensar nessa obra com o carinho que o edifício merece, recuperando elementos originais das fachadas que foram alterados ao longo desses anos de existência.


A partir do mapeamento estrutural do apartamento, visto que esse dimensionamento se altera ao longo dos andares do edifício, compreendemos os limites de alteração para que o layout se adaptasse ao estilo de vida dos nossos clientes, que desejavam uma residência ampla, com espaço para um escritório e adequado para diferentes dinâmicas de encontro, desde um jantar mais íntimo, até as frequentes reuniões com amigos e familiares.
Na área de estar, uma menção aos clássicos brises em concreto aparece no banco revestido de pastilhas, que leva a fachada do edifício até a sala e se apresenta ao longo de todo o ambiente. O pilar que faz a divisão com a sala de estar, elemento que partiu de uma frustração em relação aos planos iniciais de integração dos moradores, se torna parte conceitual relevante no todo do projeto, que, assim como a laje – essa teve até as suas formas retiradas na fase de demolição – que unifica toda área social, tem seu concreto revelado, trazendo o peso antagônico à linguagem leve e etérea majoritária no apartamento.
A materialidade se equilibra entre o bruto, carregando a história do edifício, e o minimalismo contemporâneo e tropical, presentes em revestimentos como o piso monolítico em todo o apartamento, demarcando apenas os setores do layout através da sua paleta de cores. O tom off white, especificado para a área social, evidencia a curadoria de mobiliário, incluindo a mesa da sala de jantar – desenhada pelo escritório – feita com o tampo em taco de sucupira.
A marcenaria contida, que varia entre folha de Ipê e branco, dá espaço a respiros importantes no raciocínio do projeto, evidenciando planos claros e trazendo leveza ao todo, principalmente onde o contraste com elementos brutos pede sensibilidade.
Elemento marcante presente na fachada posterior do Copan, o cobogó foi recuperado a partir da demolição de uma alvenaria construída à sua frente e agora protege tanto a lavanderia quanto o jardim em frente ao escritório – com acesso ao quarto através de uma porta de vidro, que faz com que a luz dos fundos transite suavemente entre cômodos. Os vidros da fachada frontal – a dos brises – também foram resgatados de uma pintura feita tanto interna como externa, a fim de bloquear a passagem de luz, mesmo que já contida pelos elementos horizontais.
A arquitetura, mesmo que de interiores, tem esse potencial de respeito e resgate à história da cidade, inclusive – talvez principalmente – para quem busca um trabalho contemporâneo e autoral.
Gostou desse projeto? Podemos te ajudar a construir o seu! Solicite um orçamento para enviarmos uma proposta feita especialmente pra você!
Apto Copan
 
Projeto: Balaio Arquitetura
Arquitetos responsáveis: Gabriela Russo e Gabriel Luqui
Obra Civil: Imaliza
Marcenaria: AJ Marcenaria
Marmoraria: Alphagran
Piso PU: Evanildo
Localização: República, São Paulo/SP
Área total (m2): 85m²
Ano de conclusão da obra: 2025
Fotos: Leila Viegas
Dos presentes da nossa profissão, uma reforma no Copan sempre foi um desejo do escritório (e imagino que de muitos arquitetos e arquitetas). Para além de um projeto nesse ícone da arquitetura paulista, a possibilidade de se pensar nessa obra com o carinho que o edifício merece, recuperando elementos originais das fachadas que foram alterados ao longo desses anos de existência.


A partir do mapeamento estrutural do apartamento, visto que esse dimensionamento se altera ao longo dos andares do edifício, compreendemos os limites de alteração para que o layout se adaptasse ao estilo de vida dos nossos clientes, que desejavam uma residência ampla, com espaço para um escritório e adequado para diferentes dinâmicas de encontro, desde um jantar mais íntimo, até as frequentes reuniões com amigos e familiares.
Na área de estar, uma menção aos clássicos brises em concreto aparece no banco revestido de pastilhas, que leva a fachada do edifício até a sala e se apresenta ao longo de todo o ambiente. O pilar que faz a divisão com a sala de estar, elemento que partiu de uma frustração em relação aos planos iniciais de integração dos moradores, se torna parte conceitual relevante no todo do projeto, que, assim como a laje – essa teve até as suas formas retiradas na fase de demolição – que unifica toda área social, tem seu concreto revelado, trazendo o peso antagônico à linguagem leve e etérea majoritária no apartamento.
A materialidade se equilibra entre o bruto, carregando a história do edifício, e o minimalismo contemporâneo e tropical, presentes em revestimentos como o piso monolítico em todo o apartamento, demarcando apenas os setores do layout através da sua paleta de cores. O tom off white, especificado para a área social, evidencia a curadoria de mobiliário, incluindo a mesa da sala de jantar – desenhada pelo escritório – feita com o tampo em taco de sucupira.
A marcenaria contida, que varia entre folha de Ipê e branco, dá espaço a respiros importantes no raciocínio do projeto, evidenciando planos claros e trazendo leveza ao todo, principalmente onde o contraste com elementos brutos pede sensibilidade.
Elemento marcante presente na fachada posterior do Copan, o cobogó foi recuperado a partir da demolição de uma alvenaria construída à sua frente e agora protege tanto a lavanderia quanto o jardim em frente ao escritório – com acesso ao quarto através de uma porta de vidro, que faz com que a luz dos fundos transite suavemente entre cômodos. Os vidros da fachada frontal – a dos brises – também foram resgatados de uma pintura feita tanto interna como externa, a fim de bloquear a passagem de luz, mesmo que já contida pelos elementos horizontais.
A arquitetura, mesmo que de interiores, tem esse potencial de respeito e resgate à história da cidade, inclusive – talvez principalmente – para quem busca um trabalho contemporâneo e autoral.
Gostou desse projeto? Podemos te ajudar a construir o seu! Solicite um orçamento para enviarmos uma proposta feita especialmente pra você!



























