Apto Santo Antonio
 
Projeto: Balaio Arquitetura
Arquitetos responsáveis: Gabriela Russo e Gabriel Luqui
Equipe: João de Lucca e Danilo Cirne
Localização: Chácara Santo Antonio, São Paulo/SP
Área total (m2): 227m²
Ano de conclusão da obra: 2026
Fotos: Leila Viegas
“Mais do que destacar elementos isolados, o projeto busca construir continuidade.”
As razões para a escolha de um apartamento são diversas e permeiam aquilo que pode ou não ser transformado. A localização, a dimensão dos ambientes, a incidência de luz e as configurações espaciais existentes exigem um olhar sobre o presente, mas também sobre os potenciais que o futuro reserva.


O Apartamento Santo Antonio parte de uma dualidade. A segurança e a estrutura de um imóvel recém-entregue deveriam coexistir com uma linguagem que, embora contemporânea, resgatasse elementos e materiais associados a um recorte temporal mais distante. Desde as primeiras definições de materialidade, houve a preocupação de construir uma atmosfera que não fosse meramente figurativa: um apartamento claramente inserido em seu tempo, mas que encontrasse nas texturas, proporções e permanências da arquitetura um vínculo com outras épocas.


A organização do layout surge de duas premissas principais: a criação de uma ilha voltada para encontros e momentos em que o ato de cozinhar se torna parte da convivência, e a reformulação do hall social, tornando-o mais integrado aos ambientes da área social. A partir dessas operações, desenha-se uma linguagem que atravessa todo o projeto. Os painéis em vidro aramado, os tamponamentos da marcenaria e a repetição de materiais em diferentes escalas estabelecem relações que conectam os espaços sem recorrer à uniformidade.
Mais do que destacar elementos isolados, o projeto busca construir continuidade. A madeira sucupira percorre a área social e íntima, aparecendo tanto nos pisos quanto na marcenaria, enquanto os tons claros dos revestimentos e superfícies funcionam como contraponto, ampliando a presença da madeira sem sobrecarregar os ambientes. Concreto aparente, granilite, fórmica, pedra e madeira dividem protagonismo, cada material contribuindo com sua própria textura e densidade.
A seleção das pedras naturais foi conduzida com o mesmo cuidado dedicado aos demais materiais do projeto. Tanto os mármores Paraná quanto os quartzitos Vivid Green foram escolhidos individualmente, chapa por chapa, considerando não apenas suas características técnicas, mas principalmente os desenhos e movimentos presentes em cada superfície. Esses materiais assumem funções esperadas nas bancadas das áreas molhadas, mas não se limitam a isso, ganhando protagonismo tanto no monólito da cozinha integrada quanto em aplicações menos usuais, como a floreira presente na sala de estar.
Essa busca por continuidade também aparece nos detalhes. As cavas circulares dos armários, os encontros curvos da marcenaria, as transições de piso e alguns elementos do mobiliário reiteram uma geometria suave que atravessa o apartamento de maneira discreta. São gestos pequenos, mas que ajudam a construir uma unidade silenciosa entre os espaços.
Se por um lado o projeto se apoia na racionalidade e na abertura espacial características da produção contemporânea, por outro busca uma sensação de permanência frequentemente associada a apartamentos mais antigos. O resultado é um espaço que não se define por referências literais ao passado, mas pela intenção de criar ambientes capazes de atravessar o tempo com naturalidade.
Gostou desse projeto? Podemos te ajudar a construir o seu! Solicite um orçamento para enviarmos uma proposta feita especialmente pra você!
Apto Santo Antonio
 
Projeto: Balaio Arquitetura
Arquitetos responsáveis: Gabriela Russo e Gabriel Luqui
Equipe: João de Lucca e Danilo Cirne
Localização: Chácara Santo Antonio, São Paulo/SP
Área total (m2): 227m²
Ano de conclusão da obra: 2026
Fotos: Leila Viegas
“Mais do que destacar elementos isolados, o projeto busca construir continuidade.”
As razões para a escolha de um apartamento são diversas e permeiam aquilo que pode ou não ser transformado. A localização, a dimensão dos ambientes, a incidência de luz e as configurações espaciais existentes exigem um olhar sobre o presente, mas também sobre os potenciais que o futuro reserva.


O Apartamento Santo Antonio parte de uma dualidade. A segurança e a estrutura de um imóvel recém-entregue deveriam coexistir com uma linguagem que, embora contemporânea, resgatasse elementos e materiais associados a um recorte temporal mais distante. Desde as primeiras definições de materialidade, houve a preocupação de construir uma atmosfera que não fosse meramente figurativa: um apartamento claramente inserido em seu tempo, mas que encontrasse nas texturas, proporções e permanências da arquitetura um vínculo com outras épocas.


A organização do layout surge de duas premissas principais: a criação de uma ilha voltada para encontros e momentos em que o ato de cozinhar se torna parte da convivência, e a reformulação do hall social, tornando-o mais integrado aos ambientes da área social. A partir dessas operações, desenha-se uma linguagem que atravessa todo o projeto. Os painéis em vidro aramado, os tamponamentos da marcenaria e a repetição de materiais em diferentes escalas estabelecem relações que conectam os espaços sem recorrer à uniformidade.
Mais do que destacar elementos isolados, o projeto busca construir continuidade. A madeira sucupira percorre a área social e íntima, aparecendo tanto nos pisos quanto na marcenaria, enquanto os tons claros dos revestimentos e superfícies funcionam como contraponto, ampliando a presença da madeira sem sobrecarregar os ambientes. Concreto aparente, granilite, fórmica, pedra e madeira dividem protagonismo, cada material contribuindo com sua própria textura e densidade.
A seleção das pedras naturais foi conduzida com o mesmo cuidado dedicado aos demais materiais do projeto. Tanto os mármores Paraná quanto os quartzitos Vivid Green foram escolhidos individualmente, chapa por chapa, considerando não apenas suas características técnicas, mas principalmente os desenhos e movimentos presentes em cada superfície. Esses materiais assumem funções esperadas nas bancadas das áreas molhadas, mas não se limitam a isso, ganhando protagonismo tanto no monólito da cozinha integrada quanto em aplicações menos usuais, como a floreira presente na sala de estar.
Essa busca por continuidade também aparece nos detalhes. As cavas circulares dos armários, os encontros curvos da marcenaria, as transições de piso e alguns elementos do mobiliário reiteram uma geometria suave que atravessa o apartamento de maneira discreta. São gestos pequenos, mas que ajudam a construir uma unidade silenciosa entre os espaços.
Se por um lado o projeto se apoia na racionalidade e na abertura espacial características da produção contemporânea, por outro busca uma sensação de permanência frequentemente associada a apartamentos mais antigos. O resultado é um espaço que não se define por referências literais ao passado, mas pela intenção de criar ambientes capazes de atravessar o tempo com naturalidade.
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